sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Resenha - Memórias póstumas de Brás Cubas

Resenha do Prólogo ao Leitor e do primeiro capítulo (Óbito do autor)

No Prólogo ao leitor, o autor compara-se a outros escritores como: Stendhal, Sterne e Xavier de Maistre, que trabalhavam com a ironia e o humor em seus textos. Afirma que sua obra não agradará muito os leitores. Ele diz que é uma "Obra de finado" e acresce  que a gente achará no livro umas aparências de puro romance, mas que a gente frívola (pessoa que não dá valor e importância) não achará nele o seu romance usual. Quanto à forma que ele escreveu o livro, afirma que não dará maiores explicações, pois isto não seria necessário ao entendimento da história.
O autor decide começar sua história pela sua morte, e afirma que ele não é um autor defunto, mas um defunto que virou autor. Foi morto às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, em sua chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, era solteiro e foi acompanhado por onze amigos ao cemitério. Apenas onze amigos, devido ao fato de estar chovendo e não ter dado tempo de enviar cartas nem anúncios. No entanto, com ironia afirma que um dos seus amigos, um que lhe faz um belo discurso no momento do enterro, recebera dele algumas de suas apólices (uma amizade comprada). Descreve que umas nove ou dez pessoas o viram ir, entre elas: três senhoras, sua irmã Sabina, casada com o Cotrim, a filha, e uma senhora que ele ainda não revela o nome, mas explica que ela não tinha nenhum grau parentesco e que foi a que mais lamentou por sua morte, mesmo não sendo parente. Explica que foi diagnosticado com pneumonia, mas acredita que morreu mesmo por uma ideia, que em breve explicará.


Adriano Garcia

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