sábado, 29 de novembro de 2014

Terceiro poema da obra: Sentimentos do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)

Tristeza do Império



Neste poema Drummond descreve o comportamento da elite econômica brasileira na época do império. Elas eram alheias as questões sociais e tinham apenas preocupação em como manter seus privilégios e buscar algum prazer que preencha suas vidas enfadonhas.
Por trás dessa retomada, há uma visão pessimista sobre, apesar dos avanços da modernidade, a elite continuava a mesma, com as mesmas posturas políticas.


Daniel Santos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS - Capítulo 4 - A ideia fixa


Resenha do quarto capítulo - A ideia fixa



Voltando ao Emplasto Brás Cubas, o autor reconhece que tal projeto tornou-se uma ideia fixa, e considera isso terrível: é algo que pode levar homens à morte, à loucura ou, quem sabe, à grandiosidade – e justifica essas possibilidades citando personagens históricos que tiveram suas “ideias fixas”.
O autor brinca com o leitor, pelo fato de a narrativa não se desenrolar, mas prender-se a questões filosóficas. Já avisa que assim será por todo o livro, tratando assuntos ora de forma séria, ora brincalhona.



Adriano Garcia

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Canção da moça fantasma de Belo Horizonte (Carlos Drummond de Andrade)


Quarto poema da obra: Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)


Neste poema de Drummond, parte do que seria uma lenda urbana para se abordar, na imagem metafórica do espectro noturno sombrio pela solidão pós-morte, o seu isolamento e também o de toda humanidade.
Também assumindo a voz bastante dramática dessa alma que vaga pelas ruas da cidade mineira em busca da comunhão amorora desconhecida em vida, o gauche assume uma sútil máscara heterônima, marcada pelo halo do fantástico, como se sua solidão também fosse um espectro fantasmagórico a transitar pela desconcertada modernidade do mundo caduco.



Victor Alves

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Terceiro poema da obra: Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)

Poema da Necessidade








      O poema trata da agonia de Carlos Drummond de Andrade em relação aos sentimentos do mundo e a um entendimento coletivo da forma que se deve senti-los.
    Ele usou este poema como forma de anotações, em que cada uma delas fosse um jeito de se convencer sobre oque ainda falta. Pode-se notar que a agonia quanto ao que se tem pra fazer e vê-se que cada necessidade  faz parte de um conceito coletivo, como se cada pessoa deveriam odiar seguindo o padrão.
      O poema é marcado pelo uso de anáfora, que consiste na repetição de palavras ou frase no início dos versos.



João Victor Curtiço.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

Capítulo 3- Genealogia


O fundador de sua família era Damião Cubas que, teria juntado alguns bens por ter se desdobrado como lavrador, além das atividades como tanoeiro. Com esse dinheiro seu filho, Luís Cubas, teve boas condições de estudo. No entanto a família do autor desprezava Damião, por ter um trabalho simples, e considerava apenas Luís, formado em Coimbra, como origem genealógica.
O pai do autor, que era bisneto de Damião, alegava que “Cubas” era um apelido herdado de um cavaleiro que, lutando contra os mouros na África, teria quebrado trezentas de suas cubas. Antes de inventar essa versão, ele ainda teria tentado associar o nome de seu filho, Brás Cubas, autor deste livro, ao personagem histórico fundador da vila de São Vicente, que tinha o mesmo nome, mas a família do capitão-mor Brás Cubas teria se oposto a esta história.

Savio M.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS - Capítulo 2 - O Emplasto.

Resenha do Segundo Capítulo - O Emplasto







Uma ideia que era a criação de um remédio incrível, que serviria para aliviar a melancolia da humanidade e se chamaria "Emplasto Brás Cubas". A ideia grandiosa e útil  fascinou o narrador, sobretudo pela fama que lhe poderia trazer.
Confessando que além de ajudar pessoas, o remédio lhe traria uma ajuda financeira e admite que sua intenção principal era fazer fama.
Entretanto lembra-se dois tios seus: um religioso que dizia que a "fama" era uma grande perdição, o outro que era militar considerava que o "amor a glória" era a coisa mais digna de um homem.Finaliza fazendo um convite ao leitor a escolher qual dos dois tios tem mais razão.

Matheus B.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Segundo poema da obra: Sentimentos do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)



Confidência do Itabirano








Análise da obra:
Neste poema, podemos perceber a saudade que Carlos Drummond de Andrade sente de sua cidade natal, Itabira. Ele confessa que aprendeu a a sofrer e daí surgiu o amor pelo local.



Daniel S.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Resenha - Memórias póstumas de Brás Cubas

Resenha do Prólogo ao Leitor e do primeiro capítulo (Óbito do autor)

No Prólogo ao leitor, o autor compara-se a outros escritores como: Stendhal, Sterne e Xavier de Maistre, que trabalhavam com a ironia e o humor em seus textos. Afirma que sua obra não agradará muito os leitores. Ele diz que é uma "Obra de finado" e acresce  que a gente achará no livro umas aparências de puro romance, mas que a gente frívola (pessoa que não dá valor e importância) não achará nele o seu romance usual. Quanto à forma que ele escreveu o livro, afirma que não dará maiores explicações, pois isto não seria necessário ao entendimento da história.
O autor decide começar sua história pela sua morte, e afirma que ele não é um autor defunto, mas um defunto que virou autor. Foi morto às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, em sua chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, era solteiro e foi acompanhado por onze amigos ao cemitério. Apenas onze amigos, devido ao fato de estar chovendo e não ter dado tempo de enviar cartas nem anúncios. No entanto, com ironia afirma que um dos seus amigos, um que lhe faz um belo discurso no momento do enterro, recebera dele algumas de suas apólices (uma amizade comprada). Descreve que umas nove ou dez pessoas o viram ir, entre elas: três senhoras, sua irmã Sabina, casada com o Cotrim, a filha, e uma senhora que ele ainda não revela o nome, mas explica que ela não tinha nenhum grau parentesco e que foi a que mais lamentou por sua morte, mesmo não sendo parente. Explica que foi diagnosticado com pneumonia, mas acredita que morreu mesmo por uma ideia, que em breve explicará.


Adriano Garcia

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Primeiro poema da obra: Sentimentos do mundo (Carlos Drummond de Andrade)

Sentimento do mundo

Análise da obra:


O primeiro poema do livro foi feito antes mesmo da segunda guerra mundial embora ele já contenha a "percepção" dos conflitos sociais. A década de 30, época da construção do poema, foi um período terrível com muitos conflitos em todo mundo, portanto, é uma interpretação muito nítida, mas de forma bastante peculiar, porque ele não é um poema "realista". Digamos assim, o Drummond não se propõe a fazer um poema explicitando imagens daquela época, existe uma subjetividade profunda em que ele observa a realidade e a transmite para os leitores. Logo no início já percebemos a presença do sujeito em " tenho apenas duas mãos, e o sentimento do mundo", essa é uma das passagens antológicas de Drummond sempre comentadas em que se percebe esse conflito básico entre o Eu e o mundo que se repete por grande parte do poema. O poema também é recheado de antíteses, revelando uma visão do mundo extremamente pessimista, com um amanhecer " mais noite que a noite"

Victor Hugo Alves.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)

Análise do livro:









Obra foi publicada pela primeira vez em 1940, Sentimento do Mundo foi o terceiro trabalho poético realizado por Carlos Drummond de Andrade. Os poemas deste livro foram produzidos entre os anos de 1935 e 1940 resultando 28 poemas. Esses poemas retratam o olhar do poeta sobre o mundo à sua volta, sendo um olhar crítico e significante político. É uma obra que fala de um tempo de guerras, de pessimismo e sobre tudo, de dúvidas sobre o poder de destruição do homem, lembrando que foi escrito em uma época que o mundo estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial e em que já se encontrava iminente a Segunda Grande Guerra.



João Victor Curtiço.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

 Análise do livro:



  


  Memórias Póstumas de Brás Cubas, romance publicado em 1881, é o marco inaugural do realismo no Brasil. Noções como verdade, ciência e razão são colocadas em discussão e relativizadas por Brás Cubas. O narrador vê o mundo com ceticismo e desprezo e, dirigindo sua crítica ao gênero humano, transforma o próprio leitor em uma das vítimas das ironias do livro.
  O romance se enquadra no gênero literário conhecido como sátira menipéia, no qual um morto se dirige aos vivos para criticar a sociedade humana. É exatamente o que faz o narrador, ao contar a história de sua vida após o próprio falecimento.


Savio M.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

FALANDO SOBRE OS AUTORES

Joaquim Maria Machado de Assis mais conhecido como Machado de Assis ( 21 de junho de 1839 - 29 de setembro de 1908)

Considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, vindo de uma vida muito pobre. Em sua infância teve a perda de sua mãe e foi criado por sua madrasta. Superando todos os obstáculos em sua vida tornou-se um grande escritor. Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou colo colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente.
Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal no dia 29/09/1908.






                                                       (Machado de Assis)
                                                        



Carlos Drummond de Andrade ( 31 de outubro de 1902 - 17 de agosto de 1987 )

Nascido em Itabira do Mato Dentro - MG, vindo de uma família de fazendeiros em decadência, estudou em Belo Horizonte e no Colégio Anchieta em Nova Friburgo - RJ onde foi expulso por discordar de um professor de gramática. Voltando a Belo Horizonte, começou sua carreira como escritor no Diário de Minas. Por uma insistência familiar, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe do gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1952 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do inicio de 1969, no Jornal do Brasil.
Carlos Drummond de Andrade faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987.




 (Carlos Drummond de Andrade)


Matheus B.

domingo, 26 de outubro de 2014

Objetivo do blog




Componentes do Grupo: Adriano Garcia, Daniel Santos, João Victor Curtiço, Matheus Bernardes, Savio Pereira, Victor Alves.

Professora Responsável: Ariana Quintiliano.


Criamos esse blog cujo principal objetivo é convencer as pessoas a procurarem conhecer mais sobre os seguintes livros: Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis) e Sentimentos do Mundo (Carlos Drummond de Andrade). A finalidade é despertar nas pessoas o interesse pela leitura de obras clássicas da Literatura Brasileira.